quarta-feira, 7 de abril de 2010

Medo de rejeição social determina escolhas adolescentes Jovens moldam seus gostos com base no que pensa a maioria

Gregory S. Berns, da cadeira de Neuroeconomia em Emory University, e seus colegas, realizaram um estudo para compreender mais sobre os mecanismos neurais e comportamentais da influência social sobre as decisões musicais adolescentes. A principal questão dos pesquisadores era: quando os adolescentes mudam seu comportamento com base na influência social, isso ocorre porque suas preferências reais mudaram ou simplesmente seu comportamento mudou? A fim de investigar essa questão, os pesquisadores elaboraram um estudo comportamental que pôde ser executado enquanto os participantes passavam por uma tomografia cerebral.

Pesquisadores estudaram adolescentes com idades entre 12 e 17 anos, fase altamente suscetível à influência social, e conhecida por comprar pelo menos um terço dos álbuns nos Estados Unidos. Cada participante ouviu um pequeno trecho de uma música baixada da rede social Myspace. Depois de ouvir o trecho, foram convidados a realizar duas avaliações, uma indicando a forma como estavam familiarizados com a música (sempre o refrão) e outra que indicava o quanto eles gostaram da canção em uma escala de cinco pontos. A música foi então tocada uma segunda vez, e os adolescentes foram novamente convidados a avaliar quanto gostaram da música. No entanto, em dois terços desses ensaios os adolescentes puderam ver um índice de popularidade estimado com base no número de vezes em que a música foi baixada.

Quando não há informações sobre a popularidade da canção, os adolescentes mudam sua classificação de simpatia em 12% do tempo. Não surpreendentemente, depois de ter sido demonstrada a popularidade da canção, os adolescentes mudaram seus votos com mais freqüência, em média, 22% do tempo. Esta diferença foi altamente significativa e é interessante notar que, entre aqueles que mudaram seus votos, 79% dos adolescentes fizeram de acordo com a popularidade da canção – seguindo a maioria.

Esses resultados comportamentais validam grande quantidade de pesquisas anteriores sobre o conformismo e demonstram que esse medo à rejeição ainda está vivo nos adolescentes.

Isso aponta para a importância da influência dos colegas durante a adolescência, onde exercem um poder coercitivo considerável – isto é, os amigos são rápidos para dispensar, desaprovar, provocar e rejeitar o jovem quando normas sociais não são seguidas. A dor de ser rejeitado por um grupo de colegas pode ser uma questão de vida ou morte para um adolescente.


Fonte e reportagem completa aqui

domingo, 4 de abril de 2010

Escolas ainda fracassam com os alunos homossexuais

LIGIA SOTRATTI
da Folha Ribeirão
"Dava para perceber que eu era diferente e sofri muito preconceito, de professores e colegas, até que abandonei a escola na metade do ano letivo", diz Vinicius Cosmo, 18. Aos 14 anos, cursando a 8ª série do ensino fundamental em uma escola particular de Ribeirão, ele trocou de colégio devido à discriminação e às brincadeiras que ouvia por ser homossexual.
Casos como esses são recorrentes em salas de aula. De acordo com especialistas ouvidos pela Folha, os educadores ainda tropeçam muito quanto o assunto é sexualidade.
"Tradicionalmente, a maioria das escolas ainda trata a sexualidade como uma questão biológica por dois vieses: o da gravidez e o das doenças sexualmente transmissíveis. O que é uma tentativa de impressionar e conter os jovens", disse a docente do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Unicamp, Ângela Soligo.
Para ela, ao se limitar ao lado biológico, as escolas dão as costas às preocupações dos adolescentes, que vivem uma fase de descobertas.
"O lado afetivo, as angústias, medos, as fantasias, são aspectos muito importantes. Hoje a sociedade escancara o sexo em mídias, internet, mas não sabe conversar sobre o assunto. O jovem não tem a quem procurar para levar suas dúvidas."
Cosmo diz que não ter o respaldo da escola foi um agravante. "Eu precisava aceitar a minha condição, sem medo. Mas a discriminação me levou a esconder meu modo de ser e tive um bloqueio. Adoeci e precisei de tratamento médico."
Segundo o rapaz, até mesmo os professores faziam piadas sobre o jeito dele e a escola tinha uma conduta religiosa que impedia conversas abertas sobre sexualidade --a homossexualidade era vista como um desvio de comportamento.
"Por mais que ele [professor] tenha uma convicção religiosa, tenha sua fé, aquilo que você pensa no privado não pode interferir na sua vida pública. E o educador tem que ter essa responsabilidade, até porque nosso Estado é laico e todos devem ser respeitados", disse Leila Araújo, coordenadora executiva do Clam (Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos).
Richard Miskolci, sociólogo da UFSCar e pesquisador da área, diz que os professores devem ter muito cuidado ao tratar as diferenças. "É importante não dizer que um é homossexual, o outro não. São pessoas em formação que, se em um momento têm interesse pelo sexo oposto, podem ter depois pelo mesmo sexo. São adolescentes e é preciso conviver com a heterogeneidade da sala sem defini-la."

quarta-feira, 31 de março de 2010

31/03 - Lançada chamada de artigos para o 4º número da Revista Agenda 21 e Juventude

om o intuito de fortalecer e buscar maiores subsídios para o Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente, o Programa Agenda 21, do Ministério do Meio Ambiente, lança chamada para o 4º número da Revista Agenda 21 e Juventude.
Jovens de todo o Brasil, entre 15 e 29 anos, podem escrever seus textos, em forma de relatos de experiência ou artigos conceituais sobre a temática da "Produção e Consumo Sustentáveis: Experiências de Trabalhos Sustentáveis". Também serão avaliadas poesias, vídeos e ilustrações.
Os interessados devem enviar suas contribuições até o dia 19 de abril para agenda21ejuventude@mma.gov.br
Para mais informações ligue:
(61) 2028-1462 / 1372

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Programa Nas Ondas do Rádio promove a cultura de paz entre os jovens

São Paulo - Adital -
O projeto Educom Rádio nasceu em 2001 na cidade de São Paulo (SP) como uma maneira de promover a cultura de paz e a integração entre alunos, estimulando o protagonismo dos jovens estudantes da rede municipal de ensino. Hoje, a iniciativa se transformou no Programa Nas Ondas do Rádio que agita mais de 110 escolas na cidade. O sucesso da proposta foi tanto que já existe até a Lei Municipal Educom. A Lei Educom -  "Educomunicação Pelas Ondas do Rádio" - foi sancionada em 2005 e prevê a Educomunicação como ação de política pública para cidade. "Com a lei teremos a garantia que o projeto vai continuar na próxima gestão", declarou o coordenador geral do programa, professor Carlos Alberto Lima.
Ele disse que o programa atua em três focos: entrevistas, informação e prestação de serviços. E, para orientar o trabalho dos alunos do ensino fundamental, os professores passam por constantes capacitações em ferramentas midiáticas. Segundo o professor, com o programa os alunos aprendem a se expressar e a desenvolver uma leitura melhor. "A rádio escolar é um benefício nas escolas porque dá voz aos alunos e convida os professores a participarem também da produção dos programas. Os alunos aprendem fazendo".
Ele informou que de 2001 a 2004 o projeto era trabalhado apenas na plataforma rádio, já que as escolas receberam kits de rádio com transmissores de baixa freqüência. Mas, a partir de 2005, quando o projeto passou a ser chamado Programa Nas Ondas do Rádio, eles passaram a utilizar as ferramentas disponíveis na internet para ampliar os recursos e chegar a mais lugares. Antes o programa se limitava apenas ao ambiente escolar.
Atualmente o material é disponível em formato poadcast no blog do programa e as atividades da turma são publicadas também no Twitter. A partir do programa de rádio, outros trabalhos já surgiram, como o projeto Imprensa Jovem. A ideia nasceu para atender uma necessidade das escolas em interagir com a comunidade, divulgando e informando sobre eventos e atividades.
O Imprensa Jovem também expandiu e, além dos eventos escolares, os alunos-repórteres, como são chamados, já fazem a cobertura de eventos por toda a cidade. "O Imprensa Jovem foi um sucesso e já é referência na cidade. Já conseguimos até furos de reportagem", comemorou o coordenador. O novo projeto já montou uma agência de notícias e, segundo o professor, a ideia é que cada escola monte sua própria agência.
Para conhecer o trabalho destes alunos e o programa é só acessar o blog: São Paulo - Adital -
O projeto Educom Rádio nasceu em 2001 na cidade de São Paulo (SP) como uma maneira de promover a cultura de paz e a integração entre alunos, estimulando o protagonismo dos jovens estudantes da rede municipal de ensino. Hoje, a iniciativa se transformou no Programa Nas Ondas do Rádio que agita mais de 110 escolas na cidade. O sucesso da proposta foi tanto que já existe até a Lei Municipal Educom. A Lei Educom -  "Educomunicação Pelas Ondas do Rádio" - foi sancionada em 2005 e prevê a Educomunicação como ação de política pública para cidade. "Com a lei teremos a garantia que o projeto vai continuar na próxima gestão", declarou o coordenador geral do programa, professor Carlos Alberto Lima.
Ele disse que o programa atua em três focos: entrevistas, informação e prestação de serviços. E, para orientar o trabalho dos alunos do ensino fundamental, os professores passam por constantes capacitações em ferramentas midiáticas. Segundo o professor, com o programa os alunos aprendem a se expressar e a desenvolver uma leitura melhor. "A rádio escolar é um benefício nas escolas porque dá voz aos alunos e convida os professores a participarem também da produção dos programas. Os alunos aprendem fazendo".
Ele informou que de 2001 a 2004 o projeto era trabalhado apenas na plataforma rádio, já que as escolas receberam kits de rádio com transmissores de baixa freqüência. Mas, a partir de 2005, quando o projeto passou a ser chamado Programa Nas Ondas do Rádio, eles passaram a utilizar as ferramentas disponíveis na internet para ampliar os recursos e chegar a mais lugares. Antes o programa se limitava apenas ao ambiente escolar.
Atualmente o material é disponível em formato poadcast no blog do programa e as atividades da turma são publicadas também no Twitter. A partir do programa de rádio, outros trabalhos já surgiram, como o projeto Imprensa Jovem. A ideia nasceu para atender uma necessidade das escolas em interagir com a comunidade, divulgando e informando sobre eventos e atividades.
O Imprensa Jovem também expandiu e, além dos eventos escolares, os alunos-repórteres, como são chamados, já fazem a cobertura de eventos por toda a cidade. "O Imprensa Jovem foi um sucesso e já é referência na cidade. Já conseguimos até furos de reportagem", comemorou o coordenador. O novo projeto já montou uma agência de notícias e, segundo o professor, a ideia é que cada escola monte sua própria agência.
Para conhecer o trabalho destes alunos e o programa é só acessar o blog: http://blogandonasondasdoradio.blogspot.com.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Pesquisa do Ipea analisa ações voltadas para a juventude brasileira

Tatiana Félix *

Adital -
Nesta semana, foi lançado em Brasília, capital federal, o livro "Juventude e Políticas Sociais no Brasil", pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A publicação faz um balanço de temas de interesse aos jovens como estudo, trabalho e gravidez. Na obra há estudos feitos pelo instituto que analisam a realidade da juventude brasileira nos últimos anos e as políticas públicas aplicadas para este segmento, com faixa etária entre 15 e 29 anos. Segundo o Ipea, a população jovem representa 26% da população brasileira, ou seja, existem aproximadamente 50 milhões de jovens no país.
No primeiro capítulo existe uma análise dos avanços e das dificuldades da recente Política Nacional de Juventude, implementada no Brasil em 2004. O livro mostra ainda análises sobre as ações, executadas pelo Governo Federal, voltadas para a juventude, como educação, trabalho, saúde, assistência social, cultura, segurança pública etc.

O secretário pontuou alguns dos programas criados pelo Governo Federal como o ProJovem, que beneficia cerca de 1 milhão de jovens, o Programa Universidade para Todos, que possibilitou milhares de jovens ingressarem no ensino superior, e, as escolas técnicas que estão em expansão.
Entre as próximas ações estão a construção do marco legal, a aprovação da PEC da Juventude e o Plano Nacional da Juventude que deve alcançar muitas metas nos próximos anos.
Confira a publicação na íntegra através do link: http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/pdf/20100119JUVENTUDE.pdf

Prêmio Jovem Cientista abre inscrições

5/2/2010
Agência FAPESP – Estão abertas até 30 de junho as inscrições para a 24ª edição do Prêmio Jovem Cientista. Este ano o tema será “Energia e meio ambiente – soluções para o meio ambiente”.
O prêmio – que foi criado em 1981 – é uma parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Grupo Gerdau, a Fundação Roberto Marinho e a Eletrobrás. O prêmio pretende incentivar a pesquisa brasileira com temas que busquem soluções para problemas encontrados no cotidiano.
São premiados, anualmente, os três primeiros colocados nas categorias Graduado, Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio, e seus respectivos orientadores. Na categoria "Mérito Institucional" são distinguidas uma instituição de ensino superior e outra de ensino médio.
Os três primeiros colocados receberão R$ 20 mil, R$ 15 mil e R$ 10 mil, respectivamente. Os estudantes do ensino superior receberão R$ 10 mil, R$ 8,5 mil e R$ 7 mil, enquanto os vencedores do ensino médio ganham computadores e impressora.
Além disso, os três primeiros das categorias Graduado, Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio poderão receber bolsas de estudo do CNPq, desde que atendam aos critérios normativos. E o primeiro colocado dessas categorias participará da 62ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 2010, com o objetivo de expor suas pesquisas.
Assim como na edição anterior, também serão concedidos R$ 30 mil para cada instituição vencedora na categoria "Mérito Institucional" e o pesquisador homenageado com "Menção Honrosa" receberá R$ 15 mil e uma placa alusiva.
Mais informações: www.jovemcientista.cnpq.br