quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Jovens realizam ações de prevenção ao HIV durante Dia Mundial de Luta contra Aids

Por Karol Assunção- Jornalista da Adital


Ao que tudo indica, o Dia Mundial de Luta contra Aids, celebrado nesta quinta-feira (1°), será movimentado e com intensa participação dos jovens. Como nos anos anteriores, organizações sociais e governamentais aproveitam a data para chamar a atenção da sociedade para as formas de prevenção e de tratamento.

No Brasil, por exemplo, a ONG Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) realizará amanhã (1°) ações de combate ao preconceito e à discriminação de pessoas que vivem com HIV/Aids. As atividades ocorrerão no Recife, capital do estado de Pernambuco, com a distribuição de kits de prevenção com preservativos e materiais informativos.
Os integrantes da entidade ainda entregarão panfletos sobre a campanha contra a discriminação de pessoas com HIV/Aids. O material apresenta a pergunta: Como você gostaria de ser tratado se tivesse HIV? seguida da mensagem: Trate as pessoas do jeito que você gostaria de ser tratado. As ações prosseguirão com apresentações teatrais sobre a temática. Nos dias 9 e 12, Recife ainda sediará dois seminários destinados a profissionais do sexo sobre doenças sexualmente transmissíveis, sexo seguro e direitos previdenciários.

Na Argentina, jovens e adolescentes da ONG Sexualidade Responsável promoverão a campanhaUsa preservativo... para que não dê positivo na rua Eva Duarte de Perón, em Monte Caseros, departamento de Corrientes, com a entrega de preservativos e panfletos. Os jovens ainda instalarão um stand na Plazoleta Juan XXIII para entregar materiais informativos e tirar dúvidas sobre o assunto. A distribuição de panfletos e preservativos também se dará no bairro La Esperanza, na cidade de Mendoza, ação promovida pelo grupo "Jovens pela Saúde de Mendoza”.
Mexicanos e mexicanas também se preparam para realizar ações contra a epidemia. No próximo sábado (3), realizarão o Pride Runners 2011, evento de corrida esportiva que tem como objetivo ajudar entidades que lutam contra o HIV/Aids. No México, 20% do valor da inscrição da corrida será destinado à Casa de la Sal, organização que apoia pessoas que vivem com HIV/Aids.
Em outros países, as atividades já começaram. Como é o caso de El Salvador, onde 15.169 jovens tiveram capacitações sobre a prevenção de HIV/Aids no marco da primeira fase do "Projeto de Saúde Integral”. Os participantes receberam certificados de capacitação no início deste mês.
HIV/Aids



Um informe divulgado neste ano pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS, por sua sigla em inglês) revelou que as novas infecções de HIV anuais diminuíram 21% entre os anos de 1997 e 2010 no mundo. O relatório - denominado Como chegar a zero: Mais rápido. Mais inteligente. Melhor - destaca que o número de pessoas que morreram por causas relacionados à Aids reduziu a 1,8 milhões.

De acordo com o estudo, aproximadamente 34 milhões de pessoas viviam com HIV no final de 2010. Número 17% maior que o registrado em 2001. A cifra mostra que a quantidade de novos casos de HIV ainda é alta - apesar de ter diminuído 15% em relação ao ano de 2001 – e que as pessoas portadoras do vírus estão conseguindo viver durante mais tempo.
"Desde 1995, tem-se evitado um total de 2,5 milhões de mortes em países de rendas baixas e medianas devido ao tratamento antirretroviral que se introduziu, segundo os novos cálculos de UNAIDS. Grande parte desse êxito provém dos últimos dois anos, quando se produziu uma rápida ampliação do acesso ao tratamento; só em 2010, foram evitadas 700.000 mortes relacionadas à aids”, informa.


O relatório aponta que o HIV na América Latina segue em nível estável. A quantidade de novas infecções segue em torno de 100 mil por ano desde 1996 e o número de pessoas que vivem com o vírus na região aumentou principalmente devido a redução de mortes anuais por causas relacionadas ao HIV/Aids.

No Caribe, a epidemia segue em queda. "Na República Dominicana e na Jamaica, a incidência do HIV se reduziu 25%, enquanto que Haiti diminuiu aproximadamente 12%. A desaceleração da incidência do HIV e o acesso cada vez maior aos serviços de prevenção do HIV para as mulheres grávidas têm conduzido a uma marcada diminuição no número de crianças com novas infecções pelo HIV e nas mortes relacionadas à Aids entre crianças”, destaca.

FONTE
Adital - Jovens realizam ações de prevenção ao HIV durante Dia Mundial de Luta contra Aids

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Página na internet para denúncias

Durante a audiência pública do día óntem -sobre o ECA - e efetuada na Cámara de Deputados, foi lançado um novo instrumento de denúncia que está disponível na página da Comissão de Direitos Humanos na internet. Ao entrar no site, qualquer pessoa pode fazer denúncias de páginas da internet que contêm pornografia infantil, racismo, apologia e incitação a crimes contra a vida, xenofobia, neonazismo, intolerância religiosa, homofobia e tráfico de pessoas.

O diretor de Prevenção da associação civil SaferNet Brasil, Rodrigo Nejm, explica como funciona a ferramenta de denúncia. "De forma completamente anônima, basta copiar o endereço da página [que será denunciada] e colar no formulário. Imediatamente, todas as informações ficam registradas e são encaminhadas para a Polícia Federal, dentro de uma cooperação que existe entre a SaferNet, a Secretaria de Direitos Humanos e a Polícia Federal, e que agora ganha como aliado importantíssimo a Comissão de Direitos Humanos aqui da Câmara dos Deputados."

A deputada Manuela d'Ávila ressaltou que a ferramenta vai unificar as denúncias que eram recebidas pela Comissão de Direitos Humanos de forma dispersa.

sábado, 16 de julho de 2011

"Bullying é problema de saúde mental", diz pesquisadora

Apesar de ocupar recente destaque na mídia, o bullying é um fenômeno antigo. Data do início dos anos 80 um dos primeiros estudos sobre o assunto, de autoria do professor Dan Olweus, da Universidade de Bergen, Noruega. Ele investigava o caso de três jovens com idades entre 10 e 14 anos, que haviam cometido suicídio em 1982, como resultado da agressão de um bully – quem pratica o bullying.

Quase 20 anos depois, os resultados das agressões continuam tendo o mesmo fim e por este motivo o assunto tem preocupado além de pais, professores e profissionais, autoridades que buscam nas políticas públicas tentar coibir a ação dos chamados "valentões".

"Existe uma relação entre saúde mental e bullying. Sejam os jovens agressores, vítimas, os dois (quando sofrem e praticam bullying) ou espectadores, sabemos que em muitos casos, a depressão e a ansiedade podem ser co-ocorrência de problemas. Eu sempre avalio para depressão e ansiedade quando estou trabalhando com os jovens que estão envolvidos em bullying. Bullying é um problema de saúde mental", afirma Susan Swearer, professora na Universidade de Nebraska, nos EUA, e autora de diversos estudos sobre o tema.

De acordo com a psicóloga, o fenômeno varia de acordo com o local onde ocorre. Isto sugere que existam condições psicológicas e sociais que favorecem a ocorrência deste tipo de agressão. "Estou cada vez mais convencida de que o bullying é um problema socioecológico e que o indivíduo, a família, os pares, a escola, a comunidade e todos os fatores sociais influenciam ou não sua ocorrência".

Neste sentido, para a autora, as intervenções devem ser elaboradas com base em dados coletados nos locais onde ocorrem. "As intervenções devem se basear em evidências. O que pergunto a alunos, pais e educadores é: Quais são as condições em sua escola (família, comunidade) que permitem a ocorrência deste tipo de agressão? Na resposta encontramos as áreas que devemos abordar em uma intervenção. Já que o fenômeno varia, cada local deve ter seus próprios dados para planejar intervenções eficazes, a fim de mudar as condições que estão alimentando o bullying em sua própria escola e comunidade".

Falta de padrões dificulta identificação de agressor e vítima

Segundo Susan, não existe um perfil padrão de quem será um possível bully. "Se as condições ambientais são favoráveis, então qualquer um pode ser um bully. A mãe de uma menina vítima de bullying que cometeu suicídio me disse que as garotas que agrediam sua filha eram apenas ‘crianças normais’. As condições naquela escola e naquela cidade eram um campo fértil para agressores".

A pesquisadora aponta que existe uma dinâmica entre bullying e vitimização. De acordo com um de seus estudos, crianças que sofrem bullying em casa de seus irmãos ou parentes são mais propensas a serem bully na escola. "O que sabemos é que, se não tratadas, as crianças aprendem que praticar bullying é uma forma eficaz de conseguir o que se quer. E é provável que continuem com este comportamento na idade adulta. Assim, é fundamental intervir e parar o bullying durante os anos em idade escolar".

Da mesma forma, não existe um perfil das crianças mais propensas a cometer suicídio como resultado do bullying, por exemplo. "No livro Bullycide in America (‘Bullycídio na América’, 2007), mães de crianças vítimas de bullying que haviam cometido suicídio compartilham suas histórias e todas são diferentes. Em comum, apenas o trágico desfecho". Segundo Susan, existe uma conexão entre sofrer bullying e desenvolver depressão, e a depressão é um fator de risco para o suicídio. "Desta forma, pais e educadores devem prestar atenção em crianças com sinais e sintomas de depressão".

Tecnologia impacta bullying de forma negativa

"Computadores, telefones celulares, sites e redes sociais são condições que permitem que o bullying ocorra. O que antes se limitava a um encontro cara a cara e em locais específicos, agora pode acontecer durante 24 horas, sete dias por semana". Uma maneira indicada por Susan de proteger as crianças é limitar ou monitorar o uso destas tecnologias. "Eu pergunto aos pais: você deixaria sua filha de 12 anos andar sozinha por um beco escuro? Então, por que a deixa usar o computador e mandar mensagens de texto sem acompanhar?". Para a psicóloga, pais e filhos não conseguem perceber o lado negativo da tecnologia e das redes sociais.

Créditos: este material aparece originalmente em inglês como Bullying: What Parents, Teachers Can Do to Stop It. Copyright © 2011 da American Psychological Association (APA). Traduzido e reproduzido com permissão. A APA não é responsável pela exatidão desta tradução. Esta tradução não pode ser reproduzida ou, ainda, distribuída sem permissão prévia por escrito da APA

Fonte :"Bullying é problema de saúde mental", diz pesquisadora

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vacina gratuita contra HPV pode ser garantida a mulheres dos 9 aos 45 anos

Vacina gratuita contra HPV pode ser garantida a mulheres dos 9 aos 45 anos

Gorette Brandão / Agência Senado
Mulheres com idade entre nove e 45 anos poderão ter o direito de receber gratuitamente a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É o que prevê projeto aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta quinta-feira (30). A ideia é oferecer para a população nessa faixa etária um aliado no combate ao HPV, vírus transmitido por contato sexual que vem sendo considerado a principal causa do câncer do colo de útero.
O projeto, de iniciativa da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), foi a exame com voto favorável da relatora, a senadora Ângela Portela (PT-RR). A matéria seguirá agora para exame na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativa . Portanto, se aprovado, poderá passar diretamente a exame na Câmara dos Deputados.
Vanessa Grazziotin observa no projeto que o câncer de colo uterino é o segundo tumor maligno de maior incidência na população feminina no país, só perdendo para o câncer de mama. Citando dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), afirma que são estimados 18.430 novos casos da doença e 4.800 mortes por ano. Além disso, observa que a maior incidência ocorre entre mulheres de baixa renda e menor escolaridade nas regiões Norte e Nordeste.
Apesar dos altos custos associados a um programa abrangente de vacinação contra o HPV, a relatora, Ângela Portela, afirma que os avanços sociais e sanitários vão superar os gastos com ampla vantagem. Atualmente, a vacina é oferecida apenas em clínicas privadas, por preços nunca inferiores a R$ 600,00 pelas três doses necessárias e que podem chegar perto de R$ 1.500,00 em alguns estabelecimentos.
No debate, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) observou que pode ser difícil assegurar a vacina a toda a população feminina, de forma imediata, em país tão grande. Porém, salientou que nada impede que a vacina comece a ser aplicada, especialmente nas regiões onde se registra a maior incidência de infecção pelo HPV.
Fonte Universidade Livre Feminista

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Gravidez na adolescência e características socioeconômicas

Cadernos de Saude Publica
Gravidez na adolescência e características socioeconômicas dos municípios do Estado de São Paulo, Brasil: análise espacial
A gravidez na adolescência é um problema de saúde pública comum em todo o mundo. O objetivo deste estudo ecológico é estudar o padrão espacial da associação entre os percentuais de gravidez na adolescência e características socioeconômicas dos municípios do Estado de São Paulo, Brasil. Para isso, foi utilizado um modelo bayesiano com uma distribuição espacial que segue uma estrutura condicional autorregressiva (CAR), baseado em algoritmos Monte Carlo em cadeias de Markov (MCMC). Foram usados dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Verificou-se que a ocorrência de gravidezes precoces apresentou-se maior nos municípios de menor produto interno bruto (PIB) per capita, com maior incidência de pobreza, de menor tamanho populacional, menor índice de desenvolvimento humano (IDH) e maior percentual de indivíduos com índice paulista de vulnerabilidade social (IPVS) igual a 5 ou 6, ou seja, mais vulneráveis. O estudo demonstra uma estreita associação entre gravidez na adolescência e indicadores econômicos e sociais.
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