sábado, 2 de janeiro de 2010

Jovens Feministas Intervindo nas Políticas Públicas



No último dia 15/12/2009, aconteceu em Brasília à eleição das/dos representantes da sociedade civil para composição do Conselho Nacional de Juventude CONJUVE, biênio 2010 e 2011.
Na gestão do atual conselho as jovens feministas tinham assento apenas em 01 cadeira, questão que dificultava a incidência das demandas das jovens mulheres na agenda das políticas públicas de juventude, visando alterar esse quadro através de uma articulação entre as conselheiras das jovens feministas de São Paulo e da União Brasileira de Mulheres houve uma alteração, onde, para o Biênio 2010 e 2011 serão 02 cadeiras para  as Jovens Feministas.
As 02 cadeiras de jovens Feministas serão ocupadas pela União Brasileira de Mulheres UBM e pela Confederação das Mulheres do Brasil CMB, ambas as organizações tem um reconhecido trabalho no campo de defesa dos Direitos Sexuais e Direitos reprodutivas com o livre exercício da sexualidade e a autonomia reprodutiva como garantia de Direitos Humanos das mulheres.
As duas conselheiras que tomam posso no inicio de 2010 terão como principal desafio assegurar a incorporação das dimensões de gênero nas políticas de juventude com especial atenção as resoluções da I Conferencia Nacional de Juventude.
11º Prioridade
Jovens Mulheres
1 – implementar políticas públicas de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das jovens mulheres, garantindo mecanismos que evitem mortes maternas, aplicando a lei de planejamento familiar, garantindo o acesso a métodos contraceptivos e a legalização do aborto.
2 – Implementar políticas públicas que promovam a democratização do acesso a uma educação laica, não sexista, não racista, não lesbofóbica/homofóbica/transfóbica, não heteronormativa, democrática e anticapitalista, fortalecendo o cumprimento dessas temáticas nas grades curriculares e a valorização das diversidades nos ensinos infantil, fundamental, médio e universitário. Para tanto: formar/capacitar/sensibilizar professoras/professores, comunidade escolar e jovens multiplicadoras/multiplicadores, revisar os materiais didáticos e para-didáticos, expandir os cursos noturnos, garantir creches em todos os turnos, ampliar os programas de alfabetização para mulheres jovens e incluir sexualidades, como disciplina nas grades curriculares.
3 – Enfrentar todas as práticas de violência contra as jovens mulheres: violência de gênero, moral, sexual, física, racial, patrimonial, doméstica, de orientação sexual e psicológica, monitorando a implementação da lei Maria da penha e da notificação compulsória, garantindo a destinação de verbas para seu funcionamento, com ênfase para criação dos juizados especializados, acionando e executando os mecanismos de coibição e penalização da exploração sexual, do tráfico para a mercantilização do corpo das mulheres, garantindo também direitos humanos às jovens em situação de prisão.

Pesquisa mostra que maioria dos alunos do ensino fundamental se declara branca


da Agência Brasil
A maioria dos estudantes do ensino fundamental no país se declara branca (40,1%). Em seguida, estão pardos (39,1%) e pretos (12,9%). A informação consta da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


Com base em uma amostra de 489.865 mil alunos entre 13 e 15 anos, o estudo revela que a maior proporção de pretos foi observada em Salvador (34,8%) e a menor, em Curitiba (7%).
Em relação às regiões do país, o percentual de alunos brancos é maior no Sul. Segundo a pesquisa, em Florianópolis a proporção de alunos que se declaram brancos chega a 70,6%. Em Porto Alegre, esse índice é de 69,8% e em Curitiba, de 62,8%.
Já Boa Vista, no Acre, e São Luís, no Maranhão, têm a maior proporção de pardos, 60,9% e 60,5%, respectivamente.

30,5% dos brasileiros entre 13 e 15 anos já tiveram relação sexual, mostra IBGE


da Folha Online
Pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que 30,5% dos alunos do nono ano do ensino fundamental --jovens com idades entre 13 e 15 anos-- já tiveram relação sexual. Entre os entrevistados, 24% deles disseram não ter usado preservativos na última relação.


De acordo com a pesquisa, os garotos são maioria (43,7%) entre os estudantes que disseram já ter mantido relações sexuais.
O IBGE informou que nas escolas públicas foram constatados mais estudantes que já iniciaram a vida sexual (33,1%), quando comparados aos das escolas privadas (20,8%).
A pesquisa consultou 60.973 alunos do 9º ano do ensino fundamental em 1.453 escolas públicas e privadas de todas as capitais e do Distrito Federal. A idade média dos estudantes variou entre 13 e 15 anos --10% tinham mais de 16 anos. Quase 80% dos alunos estudavam em escolas públicas e o restante em particulares. O IBGE estima que 618 mil jovens cursam a 9ª série em todo o Brasil.
Pesquisa
A Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar reúne informações sobre as condições de vida do estudante. É a primeira pesquisa da história do IBGE em que os próprios entrevistados responderam ao questionário nos computadores de mão --geralmente eles respondem as perguntas feitas pelos entrevistadores, que anotam os dados. Segundo o IBGE, isso deu mais privacidade aos estudantes para responderem questões sobre violência, uso de álcool e drogas e comportamento sexual.

1/3 das estudantes de 13 a 15 anos estão tentando emagrecer, aponta o IBGE


CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Exatamente 1/3, ou 33,3% das meninas estudantes do 9º ano do ensino fundamental estão tentando emagrecer, sendo que 6,9% das entrevistadas relataram que vomitaram ou tomaram remédios para controlar o peso, segundo dados da Pense (Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar), divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse considerar essa proporção muito elevada, e chamou atenção para o fato de que os jovens vêm se alimentando cada vez pior, indo em direção à obesidade.
Ele falou sobre dados da pesquisa, que revelam que quase metade dos consultados tinham consumido guloseimas nos últimos cinco dias. Do total dos adolescentes entrevistados, 37% haviam ingerido refrigerante, 30% comeram frutas frescas, e outros 30% haviam consumido hortaliças.
"Isso nos remete à preocupação com o padrão alimentar do brasileiro, em geral, e da garotada, que cada vez mais se baseia em doces, gorduras, salgados, em comidas semi-prontas e refrigerantes, fugindo de uma alimentação mais balanceada", afirmou Temporão.
O ministro manifestou ainda grande preocupação com o fato de que a maior parte dos jovens questionados praticam pouca atividade física e passam bastante tempo assistindo televisão.
"A redução da atividade física, o aumento do sedentarismo e a mudança do padrão alimentar são vetores que levam a sobrepeso, obesidade", afirmou.
Pesquisa
A Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar reúne informações sobre as condições de vida do estudante. É a primeira pesquisa da história do IBGE em que os próprios entrevistados responderam ao questionário nos computadores de mão --geralmente eles respondem as perguntas feitas pelos entrevistadores, que anotam os dados. Segundo o IBGE, isso deu mais privacidade aos estudantes para responderem questões sobre violência, uso de álcool e drogas e comportamento sexual.

Quase 10% de estudantes de 13 a 15 anos já usaram drogas--IBGE



RIO DE JANEIRO (Reuters) - Quase 10 por cento dos estudantes com idade entre 13 e 15 anos, que vivem nas capitais brasileiras e Distrito Federal, admitiram que já consumiram drogas pelo menos uma vez, segundo pesquisa inédita divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. A Pense -- Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, realizada pela primeira vez este ano -- apontou que 8,7 por cento dos estudantes das escolas públicas e privadas do 9o ano do ensino fundamental usaram algum tipo de droga ilícita como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e ecstasy.
A pesquisa também indicou que 71,4 por cento dos alunos dessa faixa etária já experimentaram bebida alcoólica, dos quais 27,3 por cento disseram ter consumido nos 30 dias anteriores ao estudo.

A maioria consumiu em festas, mas quase 20 por cento deles disseram que compraram a bebida em uma loja, bar ou supermercado.

"A partir das pesquisas vamos aperfeiçoar as nossas políticas. O álcool nos preocupa, bem como o uso de drogas. Lançamos uma campanha de mídia enfocada no (combate ao) crack, que é uma droga perigosa, barata, penetrando na classe média e cria uma dependência rápida com efeitos dramáticos sobre a mente e o corpo dos usuários", disse a jornalistas o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao comentar os resultados da pesquisa.

"Sou totalmente a favor da regulamentação da publicidade sobre bebida alcoólica. Essa pesquisa mostra que há de fato uma indução precoce ao consumo abusivo de bebida alcoólica por conta da publicidade", acrescentou o ministro.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os estudantes do sexo masculino usam mais drogas ilícitas que as meninas.

O consumo de cigarro ao menos uma vez foi admitido por 24,2 por cento dos escolares, sendo que 6,3 por cento dos entrevistados admitiram ter feto consumo nos dias 30 anteriores.

A pesquisa mostrou ainda que cerca de um terço (30,5 por cento) dos alunos com idade entre 13 e 15 anos já mantiveram relação sexual alguma vez, sendo que 43,7 por cento eram homens e 18,7 por cento meninas.

A iniciação sexual na adolescência é maior nas escolas públicas ( 33,1 por cento) do que nas privadas das capitais do Brasil

Os jovens entrevistados revelaram que têm o hábito de usar preservativo nas relações sexuais. O IBGE pesquisou que 75,9 por cento disseram que usaram preservativo na última relação sexual, sendo que em São Luís, apenas 68,3 por cento utilizaram e, em Rio Branco, no Acre, a frequência foi de observada em 82,1 por cento

A pesquisa do IBGE estimou que cerca de 618 mil jovens com idade entre 13 e 15 anos estavam matriculadas em uma escola pública ou privada nas capitais brasileiras e no Distrito Federal.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

Mais de 12% dos jovens já se envolveram em briga



A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar mostra que a violência faz parte do cotidiano dos jovens: 12,9% dos estudantes admitiram ter se envolvido em algum tipo de briga na qual foram agredidos fisicamente. O porcentual entre os meninos foi de 17,5% quase o dobro entre as meninas, 8,9%.
Os jovens de Curitiba têm a maior proporção de estudantes envolvidos em briga com agressão física nos 30 dias anteriores à pesquisa: 18,1%. 

Em todas as capitais, 4% dos jovens declararam ter se envolvido em brigas com arma de fogo. Boa Vista, com 9,4%, e Curitiba, com 9,2%, apresentaram as maiores frequências de jovens do sexo masculino neste tipo de violência. E 6,1% dos jovens das capitais já se envolveram em brigas com arma branca. Os jovens também são vítimas de violência na família: 9,5% já sofreram agressão por algum adulto da família. 

O bullying (intimidação entre os alunos) também está presente nas escolas brasileiras. Cerca de 30% dos alunos disseram ter sofrido algum tipo de constrangimento ou intimidação por outro colega nos 30 dias anteriores à pesquisa. O maior índice é entre alunos de escolas privadas (35,9%) contra 29,5% das escolas públicas. Entre as capitais, novamente Curitiba se destaca. A capital paranaense, com 35,2%, o Distrito Federal, com 35,6%, e Belo Horizonte, com 35,3%, foram as cidades com maiores frequências de alunos que declararam ter sofrido esse tipo de violência alguma vez nos 30 dias anteriores à pesquisa. 

O número de jovens envolvidos em episódios de violência em Curitiba chama atenção pelo fato de a capital paranaense apresentar bons resultados em fatores considerados importantes para afastar os adolescentes de situações de risco. Curitiba tem a maior concentração de jovens que moram com o pai e a mãe (62,8%), o que representa uma estabilidade familiar. E mais da metade dos pais curitibanos (54,6%) sabem o que os filhos fazem quando não estão na escola. A média nacional é 55,8%.

Sexo precoce aumenta risco de câncer do colo do útero, diz estudo

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u669918.shtml
da BBC Brasil

Um estudo com 20 mil mulheres revelou uma associação entre a iniciação sexual precoce e índices mais elevados de câncer do colo do útero.
O objetivo da pesquisa era entender por que mulheres mais pobres correm maior risco de desenvolver esse tipo de câncer.
Os especialistas constataram que essas mulheres tendem a iniciar sua vida sexual em média quatro anos antes do que mulheres de classes sociais mais elevadas.
Por conta disso, elas entrariam em contato mais cedo com o vírus que leva ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, dando ao vírus mais tempo para produzir a longa cadeia de eventos que, anos mais tarde, levaria ao câncer.
Acreditava-se anteriormente que a disparidade era resultado de baixos índices de controle preventivo em regiões mais pobres.
O estudo, feito pela International Agency for Research on Cancer, parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), foi publicado na revista científica British Journal of Cancer.
Sem explicação
Embora a diferença na incidência do câncer do colo do útero entre ricos e pobres --verificada em todo o mundo-- tenha sido constatada há muitos anos, os cientistas não sabiam explicá-la.
Especialmente porque os índices de infecção pelo vírus HPV (sigla inglesa para papiloma vírus humano) --uma infecção por transmissão sexual que é responsável por boa parte dos casos de câncer do colo do útero-- pareciam ser semelhantes em todos os grupos.
O estudo confirmou que os índices mais altos de câncer do colo do útero não estavam associados à maior incidência de infecção pelo HPV.
O que a pesquisa revelou foi que o risco, duas vezes mais alto, é explicado pelo fato de que mulheres mais pobres iniciam sua vida sexual mais cedo.
A idade em que uma mulher tem seu primeiro filho também pareceu ser um fator importante.
O estudo revelou que exames preventivos, como o papanicolau, exercem um certo efeito sobre o nível de risco.
Mas o número de parceiros sexuais que uma mulher tem, e o hábito de fumar, não pareceram interferir nos resultados.
Tempo
A responsável pelo estudo, Silvia Franceschi, disse que os resultados não se aplicam apenas a jovens adolescentes. Por exemplo, o risco de desenvolver câncer do colo do útero também é maior em mulheres que tiveram sua primeira relação sexual aos 20 em vez dos 25 anos.
"No nosso estudo, mulheres mais pobres se tornaram sexualmente ativas em média quatro anos antes."
"Então, elas também podem ter sido infectadas pelo HPV mais cedo, dando ao vírus mais tempo para realizar a longa sequência de eventos que são necessários para o desenvolvimento do câncer."
A representante da entidade britânica de pesquisas sobre o câncer Cancer Research UK, Lesley Walker, disse que o estudo levanta questões importantes.
"Embora mulheres possam ser infectadas pelo HPV a qualquer idade, a infecção em idade menor pode ser especialmente perigosa, já que (o vírus) tem mais tempo para causar os danos que levam ao câncer."
"Os resultados parecem reforçar a necessidade de vacinação contra o HPV em escolas, antes que (as meninas) comecem a ter relações sexuais, especialmente entre meninas de áreas mais pobres."